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Marcos Alexandre Ferreira Seguir
Acervo de Pirapetinga Documentos, fotos e fatos de Pirapetinga, cada um com a sua fonte. Ficção não entra; ilustração vem dita como ilustração.

100 anos da Banda 27 de Março

Um pouco da história dos Maestros

O maestro Arandyr regendo, de óculos e camisa clara, diante de uma estante de partitura
Maestro Arandyr. Foto publicada na revista, p. 6.

Importa notar que, em 14 de junho de 1912 morreu assassinado, Herculano Martins Ferreira — vulgo Herculaninho, o qual vinha regendo a banda desde a saída do Tenente Norberto.

Daí passou o grupo à direção do senhor José Cardoso de Melo e outros companheiros, até 1918.

De 1918 a 1932 passou o senhor Francisco Paulino dos Santos (vulgo Chico Fogueteiro) a dirigir o grupo — em todos os sentidos - sem diretoria, inclusive como maestro, em sua residência no casarão então existente na frente da atual sede da banda, na esquina da Rua Tenente Norberto — antiga Rua da Lage, com a Coronel Joaquim Junqueira Ferraz — antiga rua de São Bento.

O senhor Francisco Paulino dos Santos tendo resolvido mudar-se para Porto Novo (Além Paraíba), em 10 de outubro de 1932, convidou Carlos Gomes e Francisco Manoel dos Santos para, sem diretoria, dirigirem o grupo, os quais confiaram a direção musical ao senhor Francisquinho — Francisco Guércia, o qual permaneceu até 1934, quando assumiu a presidência o senhor Francisco Bifano (Fracoantônio), que, objetivando maior impulso para a Sociedade Musical, foi buscar em Niterói/RJ o Prof. Euclides Dias que estivera antes em Miracema/RJ, para assumir a direção musical.

Retrato antigo do maestro Euclides Dias, de gravata-borboleta
Maestro Euclides Dias. Foto publicada na revista, p. 6.

Francisco Guércia passou a servir sob a regência do Professor Euclides Dias, tocando trombone e/ou contrabaixo si b, durante algum tempo, e resolveu depois voltar para Porto de Santo Antônio — atual Astolfo Dutra/MG, onde nascera.

Texto: Dr. Paulo de Souza Pacheco

Maestro Arandyr de Carvalho (1911-1988)

Arandyr de Carvalho, de óculos, entre músicos fardados
Arandyr de Carvalho. Foto publicada na revista, p. 6.

Natural de Miracema/RJ, comerciante, professor de música na sede da Banda 27 de Março, ficando por 40 anos nesta banda como maestro.

Casou-se com Juracy de Souza Carvalho, com quem teve o seu único filho Mauro de Souza Carvalho.

Dedicado, disciplinado e exigente. Por onde a Banda 27 de Março passava, arrancava aplausos do público, pois sua “performance” como maestro impressionava seus admiradores.

Maestro José Alves de Castro (1910-1988)

Retrato de José Alves de Castro
José Alves de Castro. Foto publicada na revista, p. 6.

Natural de Laranjal/MG, o popular “Zé Mandioca” provavelmente chegou em Pirapetinga em 1934 aos 16 anos de idade. Casou-se com Luzia Santagueda de Castro, com quem teve seu único filho Jayme Otílio Santagueda de Castro.

Exerceu a profissão de latoeiro/funileiro, mas como tinha paixão pela música tornou-se um grande pistonista.

Estudioso e dedicado à música, assumiu a regência da Banda 27 de Março quando do afastamento do Maestro Arandyr de Carvalho.

Em 1985, ano do Cinquentenário da "Valsa Estela", regia a Banda e a pedido do Dr. Paulo de Souza Pacheco, executou essa valsa na Festa de Sant'Anna.

Também durante anos residiu na sede da Banda, assumindo a função de zelador.

Maestro Wallacy de Mattos (1928 – 2006)

Wallacy de Mattos, de farda e quepe, com um instrumento de metal
Wallacy de Mattos. Foto publicada na revista, p. 6.

Natural de Pirapetinga, alfaiate, compositor, arranjador, instrumentista, professor de música na sede da Banda 27 de Março. Casou-se com Wilma Luzia Faria Mattos, com quem teve quatro filhos: Aída, Wagner, Vinícius e Luciana.

Mais conhecido com “Maestro Lacinho”, sua grande paixão era a música e seus instrumentos prediletos eram o Trambone de Vara e o Piston.

Como maestro atuou em Pirapetinga/MG, Além Paraíba/MG, Volta Grande/MG, Sapucaia/RJ, Sumidouro/RJ, Miracema/RJ, Bom Jardim/RJ, Santo Antônio de Pádua/RJ e Miguel Pereira/RJ.

Maestro João Batista Silva Fernandes (Atual Maestro)

João Batista Silva Fernandes regendo com a batuta
João Batista Silva Fernandes. Foto publicada na revista, p. 6.

Natural de Miracema-RJ, pedreiro, pintor de quadros a óleo e de papel cartão, músico e maestro.

Ao iniciar seus estudos musicais na Sociedade Musical 7 de Setembro em Miracema, aprendeu a tocar trombone, bombardino e outros instrumentos com seu mestre Capitão Sebastião Moreira do Prado, com quem também aprendeu a compor arranjos e reger uma banda.

Casou-se com Ednéia da Cunha do Nascimento. Em 1995, mudou-se para Pirapetinga, ingressando na Sociedade Musical 27 de Março como trompetista e logo depois, tornou-se o seu maestro.

Fonte

Publicado na revista "100 anos — Vida e História da '27 de Março'", p. 6. O texto de abertura é assinado na revista por Dr. Paulo de Souza Pacheco. Edição especial do Projeto "Nas Trilhas da Música", do CENAP (Centro Educacional Norma Amélia Pires), em parceria com a INPA (Indústria de Embalagens Santana). Pirapetinga, MG, dezembro de 2009. Pesquisa e redação: alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, alunos do Ensino Médio e professores do CENAP. Revisão, redação final e edição: José Mauro Pires Silveira e Kátia Aparecida Corrêa da Silva.

Transcrição sem alteração de nenhuma palavra. Cedida por José Mauro Pires Silveira. Digitalização, transcrição e curadoria: Marcos Alexandre Ferreira.

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